Como será o cinema em 2019?

Entre refilmagens e sequências, a bilheteria deverá ser dominada pelas franquias da Disney.

Por Ieda Marcondes em 31/12/2018

No Brasil, grande parte dos filmes que, muito provavelmente, irão concorrer em alguma categoria do próximo Oscar estreiam logo no começo do ano, como “A Esposa”, “A Favorita”, “Green Book – O Guia”, “Se a Rua Beale Falasse”, “Vice”, entre outros. A bilheteria de 2019, no entanto, deverá ser dominada pelas franquias Disney, começando com “Capitã Marvel” e a refilmagem de “Dumbo” em março, passando por “Vingadores: Ultimato” em abril, “Aladdin" em maio, “Toy Story 4” em junho, “Homem Aranha: Longe de Casa” e “Rei Leão” em julho, e o nono episódio de “Star Wars” em dezembro.

Além da gigante Disney, outros estúdios também apostaram em sequências, refilmagens e reboots. Ganharemos novos filmes de “Hellboy”, “John Wick”, “As Panteras”, “O Exterminador do Futuro”, “Godzilla”, “MIB - Homens de Preto”, “Como Treinar Seu Dragão”, “Uma Aventura Lego” etc. No gênero do terror, o sucesso de “It - A Coisa” impulsionou uma nova safra de produções inspiradas na obra de Stephen King – tanto a sequência de “It" como a refilmagem de “Cemitério Maldito” devem estrear neste ano. Bebendo da fonte do terror japonês, a Sony refilmou (de novo) “O Grito”, com estreia projetada para agosto. De original, teremos “A Maldição da Chorona”, da Warner, e “Nós”, de Jordan Peele.

No circuito mais voltado às premiações de 2020, há a adaptação de Greta Gerwig do romance “Mulherzinhas”, um novo filme de Wes Anderson (“The French Dispatch”) e o reencontro de Martin Scorsese com Robert de Niro, Al Pacino, Harvey Keitel e Joe Pesci em “The Irishman”, além do novo filme de Quentin Tarantino sobre o assassinato de Sharon Tate. “Rocketman”, biografia de Elton John, deverá surfar no sucesso de “Bohemian Rhapsody”. Há espaço, é claro, para as surpresas (2018 mesmo foi um ano surpreendente), mas é cada vez mais difícil ver uma produção de médio porte, sem um orçamento trilhardário ou grandes nomes, nos cinemas.

Em 2018, a Netflix conseguiu ressuscitar o gênero da comédia romântica graças ao sucesso espetacular de títulos como “Para Todos os Garotos que Já Amei”, um filme modesto e sem estrelas. Se os cinemas continuarem tomados por blockbusters e concorrentes ao Oscar, o que veremos nas plataformas de streaming em 2019? Cineastas como Ava Duvernay (“Uma Dobra no Tempo”), Patty Jenkins (“Mulher Maravilha”), Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”) e Nicolas Winding Refn (“Drive”) já produziram e/ou dirigiram seus seriados. A medida que mais canais de streaming entrarem no mercado (Disney, Warner e Apple vem aí), o meio ficará cada vez mais competitivo.

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