Festival 125 Anos de Cinema

Celebre o aniversário do cinema com clássicos da Telecine.

Por Ieda Marcondes em 28/12/2020

No dia 28 de dezembro de 1895, os irmãos Louis e Auguste Lumière organizaram uma sessão de filmes curtos para um público pagante em um hotel de Paris. Há evidências de que outras sessões já haviam ocorrido na Alemanha e nos Estados Unidos, mas a data acabou sendo consagrada como o nascimento do cinema.

No aplicativo de streaming da Telecine, há o Festival 125 Anos de Cinema, onde você pode assistir alguns dos primeiros filmes da história.

Os curtas exibidos pelos irmãos Lumière estão presentes no documentário “Lumière! A Aventura Começa”. 

Outros filmes importantes que estão no catálogo:

“Viagem à Lua”, de Georges Méliès

Homenageado por Martin Scorsese com o filme “A Invenção de Hugo Cabret” (também disponível na Telecine), Méliès é considerado por muitos como o pai do cinema narrativo. Enquanto os irmãos Lumière encaravam a câmera como uma forma de registrar a vida cotidiana, com pouca ou nenhuma dramatização, Méliès foi um dos primeiros a enxergar o cinema como um espetáculo, com direito a atores, figurinos, cenários e até efeitos especiais.

“Suspense”, de Lois Weber

“Suspense” é um thriller de pouco mais de 10 minutos, muito bem dirigido pelo casal Lois Weber e Phillips Smalley – Weber também escreveu o argumento e interpreta a mocinha. É um dos primeiros exemplos de tela dividida para mostrar ações simultâneas (recurso muito utilizado por Brian de Palma, por exemplo). Na Telecine, há uma seção dedicada às mulheres pioneiras do cinema, que costumam ser pouco valorizadas em cursos de cinemas.

“Intolerância”, de D.W. Griffith

Com “O Nascimento de Uma Nação”, Griffith passou a ser considerado como o pai da linguagem audiovisual, mas o racismo grotesco da obra, que retrata integrantes Ku Klux Klan como heróis, manchou o seu legado. “Intolerância”, seu filme seguinte, seria uma espécie de resposta aos seus detratores. Vale pelas inovações técnicas.

“Asas”, de William A. Wellman

Passado durante a Primeira Guerra Mundial, “Asas” foi o primeiro vencedor da história do Oscar. O diretor tinha experiência em combate aéreo, o que garantiu o realismo impressionante das cenas de guerra. Com ação, drama, comédia e romance, o filme traz Clara Bow, Charles Roger e um jovem Gary Cooper, bem no início da carreira.

“O Martírio de Joana D’Arc”, de Carl Theodor Dreyer

Baseado nos registros do julgamento de Joana D’Arc, “O Martírio de Joana D’Arc” é muito celebrado pela performance de Renée Jeanne Falconetti, considerada como uma das melhores da história do cinema, e pelo uso dramático do close-up.

“A General”, de Buster Keaton

Junto de Charlie Chaplin e Harold Lloyd, Buster Keaton foi um dos maiores nomes do cinema mudo e um gênio do gênero da comédia física. Sempre impassível, Keaton executa algumas das proezas mais inacreditáveis da história do cinema (proezas que inspirariam a franquia “Missão Impossível"). “A General” é considerado por muitos como o melhor longa de sua carreira.

"Napoleão", de Abel Gance

Um dos maiores filmes de época do cinema mudo, “Napoleão” é um teste de resistência. Com 223 minutos de duração, Gance destrincha a vida de Napoleão Bonaparte e apresenta técnicas de vanguarda. Mesmo para um espectador atual, algumas cenas impressionam pelo posicionamento e pela movimentação da câmera. Filme bastante recomendado por Martin Scorsese.

RSS Newsletter Podcast Apoia.se Padrim PicPay
Leia também: