Alquimista - Ieda Marcondes Vol.2

Em nossa segunda colaboração, aromas inspirados nas vilãs dos clássicos da Disney.

Por Ieda Marcondes em 07/10/2019

Enquanto os nerds se descabelam para assistir o filme do vilão incel, resolvemos tratar de vilãs. Em nossa segunda colaboração, a Alquimista e eu preparamos uma caixa com quatro sabonetes e um home spray, todos inspirados nas vilãs mais emblemáticas da Disney. Os produtos são todos artesanais e a edição é limitadíssima! 

Abaixo, as nossas inspirações.

Rainha Má

Rainha Má

Lançado em 1937, “A Branca de Neve e os Sete Anões” foi o primeiro longa-metragem de animação da Disney – uma ideia que, até então, parecia absurda. Apesar do ceticismo de Hollywood e da própria esposa de Walt Disney, a produção durou 4 anos e custou mais de um milhão de dólares, mas apresentou inovações técnicas importantes como a da câmera multiplano, que trouxe mais profundidade ao desenho.

Baseado em um conto de fadas do século XIX, publicado pelos Irmãos Grimm em 1812, “A Branca de Neve” introduz uma vilã vaidosa e invejosa, arquétipo que se repetiria em boa parte dos clássicos da Disney. O ódio pela beleza da Branca de Neve é tamanho que a Rainha Má aceita se transformar em uma bruxa feia e velha apenas para envenená-la.

Para retratar a Rainha Má, escolhemos o cheirinho inofensivo de uma deliciosa torta de maçã.

Malévola

Malévola

Em 1959, “A Bela Adormecida” foi um fracasso comercial tão grande que a Disney levaria 30 anos para voltar a adaptar contos de fadas. Baseada na obra de Charles Perrault, a história da princesa que é amaldiçoada com um sono eterno partilha de muitas semelhanças com “A Branca de Neve”, mas tem um visual distinto e uma vilã marcante.

Malévola, a fada malvada que castiga um bebê simplesmente por não ter sido convidada ao batismo, ganhou uma versão repaginada em 2014. Com a interpretação de Angelina Jolie, a ira da personagem é justificada e a vilã tem a oportunidade de se redimir.

Na animação original, porém, venta muito sempre que a Malévola aparece, velas se apagam e a escuridão toma conta por onde ela passa. Por isso, criamos um sabonete frio, com toques de alecrim e sálvia, para congelar o seu coração com uma chama verde.

Cruella De Vil

Cruella

Baseado no livro da autora inglesa Dodie Smith, “Os 101 Dálmatas” ganhou a sua primeira versão animada em 1961 e uma adaptação live-action em 1996, com a atriz Glenn Close no papel de Cruella De Vil. Emma Stone será a próxima a encarnar a vilã, em uma repaginação punk com lançamento previsto para dezembro de 2020.

Em todas as versões, até agora, Cruella sequestra os filhotes de dálmata para fazer um casaco de pele. No romance original, ela é casada e obrigou o marido submisso a adotar o seu sobrenome, De Vil. Na versão live-action de 1996, Cruella é solteira, abomina o matrimônio e a maternidade: “Perdemos mais mulheres boas para o casamento do que para a guerra, a fome ou a doença”, ela diz.

Cruella pode ser encarada como uma caricatura de uma feminista malvada, uma mulher sem escrúpulos e sem sentimentos, capaz até mesmo de esfolar cachorrinhos em nome do próprio egoísmo. 

Para retratar esta guerreira do matriarcado, escolhemos o aroma britânico do chá Earl Grey, misturado com figos e folhas.

Úrsula

Úrsula

“A Pequena Sereia”, de 1989, foi o retorno da Disney aos contos de fadas, depois do fracasso comercial de “A Bela Adormecida”, em 1959. Baseada no conto dinamarquês de Hans Christian Andersen, a animação conta a história de Ariel, uma sereia que se apaixona por um príncipe humano e faz um trato com a feiticeira Úrsula para ganhar pernas. Em troca, a bruxa toma a linda voz da sereia, o atributo que realmente definia quem ela era.

Ariel sacrifica a própria identidade para alterar a sua aparência e conquistar um homem – o que não funciona muito bem, porque o príncipe é feminista e estava mesmo apaixonado pelo conteúdo, não pela aparência. Úrsula toma vantagem da situação e tenta seduzi-lo usando o que Ariel tinha de mais especial, a sua voz. Assim, a sereia terá de revelar a sua verdadeira essência se quiser reconquistar o príncipe.

Nosso sabonete inspirado na Úrsula tem, é claro, o perfume do fundo do mar, onde habitam as criaturas mais sombrias do oceano.

Rainha de Copas

Rainha de Copas

No tarot, a carta da Rainha de Copas simboliza amor, beleza e magnetismo.  Em “Alice no País das Maravilhas”, no entanto, não é bem assim. Na adaptação do romance de Lewis Carroll, lançada pela Disney em 1951, Alice chama a Rainha de Copas de uma "tirana velha, mal-humorada, pomposa e gorda”. O autor definia a personagem como uma “fúria cega”, sempre pedindo as cabeças de seus inimigos ao menor sinal de desagrado.

O reinado insano da Rainha de Copas pode ser considerado como uma paródia da monarquia, em que os súditos são obrigados a desempenhar as funções mais humilhantes apenas para aplacar a fúria da monarca doida. Em “Alice no País das Maravilhas”, a sociedade é controlada por idiotas que abusam de seus poderes e oprimem aos demais. Parece familiar?

Para o nosso home spray inspirado na Rainha de Copas, escolhemos a doçura e a acidez da cereja, com um toque mais encorpado de avelã.

Corra e garanta a sua caixa na loja da Alquimista!

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