Colaboração Alquimista - Ieda Marcondes

Aromas inspirados em clássicos do cinema na Caixa Misteriosa Hollywood.

Por Ieda Marcondes em 22/07/2019

O site completou 6 meses e, para comemorar, fiz uma parceria com a Alquimista. Em edição limitadíssima, criamos uma caixa inspirada em clássicos de Hollywood, com quatro sabonetes e um creme para as mãos (todos artesanais e veganos) com aromas deliciosos. Fomos atrás das essências que mais tinham a ver com a temática de cada obra para traduzir a imagem e o som em cheiro. Aqui, vou falar um pouco sobre as nossas inspirações:

Cantando na Chuva

Cantando na Chuva

Dirigido por Stanley Donen, “Cantando na Chuva” é o suprassumo dos musicais de Hollywood. Com Gene Kelly, Donald O’Connor e Debbie Reynolds, esta produção de 1952 tem algumas das cenas mais memoráveis de toda a história do cinema – incluindo, é claro, a famosa sequência que batiza o filme. 

O musical também é importante pela sua metalinguagem, por tratar de um período crítico do cinema americano, em que astros e técnicos do cinema mudo precisaram se adaptar ao advento do som. Na vida real, muitas carreiras foram dizimadas, simplesmente porque as vozes não combinavam com as aparência das estrelas. O galã John Gilbert, por exemplo, que fazia par romântico com Greta Garbo, não conseguiu fazer a transição para o cinema sonoro por causa da voz fina.

“Cantando na Chuva” recorta esse período conturbado de Hollywood e transforma em comédia. Afinal, ainda que as nuvens estejam carregadas, é importante manter um sorriso no rosto. Para transportar esse espírito ao mundo olfativo, fizemos questão de adicionar o toque refrescante do capim-limão. Aproveite a acústica do banheiro e cante você também.

Ladrão de Casaca

Neste suspense de Alfred Hitchcock, Gary Grant interpreta um ladrão de joias já aposentado e que, após uma nova onda de crimes na luxuosa Riviera Francesa, se torna o principal suspeito da polícia local. Para salvar a própria reputação, ele se infiltra na alta sociedade de Cannes e tenta capturar o gatuno misterioso antes que ele cometa o próximo roubo.

Vencedor do Oscar de melhor fotografia em 1956, “Ladrão de Casaca” também conta com os figurinos suntuosos de Edith Head, inclusive o famoso vestido dourado usado pela atriz Grace Kelly em sua última colaboração com o diretor britânico, antes de se tornar a princesa de Mônaco – na época, o príncipe Rainier III exigiu o fim de sua carreira em Hollywood e proibiu a circulação dos filmes protagonizados pela esposa.

Conhecido como o mestre do suspense, Hitchcock também dirigiu filmes muito sensuais, em que os personagens fazem insinuações diversas, mas nunca aparecem de forma mais explícita. Em uma cena de amor entre Cary Grant e Grace Kelly, os fogos de artifício no fundo são suficientes para simbolizar uma relação mais carnal. Traduzimos esta sensualidade toda com um aroma encorpado e misterioso que remete ao glamour da Côte d’Azur.

Bonequinha de Luxo

Uma adaptação da obra de Truman Capote, “Bonequinha de Luxo” conta a história de Holly Golightly, uma jovem extravagante de Nova York que esconde um passado bem menos glamuroso do que o seu vestidinho preto da Givenchy. Interpretada por Audrey Hepburn, Holly leva uma vida superficial, com medo de se apaixonar e de se sentir presa – isto é, até conhecer o vizinho Paul, vivido por George Peppard.

Dirigido por Blake Edwards, este romance de 1961 é embalado pelas melodias de Henry Mancini, vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora e de Melhor Canção. Com letra de Johnny Mercer, a música “Moon River” quase foi cortada da versão final do filme, mas Hepburn impediu a mudança, declarando “só por cima do meu cadáver!” aos executivos da Paramount.

Para retratar a complexidade da personagem, combinamos a doçura da baunilha com o aroma inebriante da dama da noite, simbolizando a vulnerabilidade de Lula Mae e a agitada vida noturna de Holly Golightly.

Levada da Breca

Neste clássico de Howard Hawks, um paleontólogo certinho (Cary Grant, de novo) tenta conseguir uma doação milionária ao museu onde trabalha, tudo isso às vésperas do seu casamento com uma colega bem sem graça – mas uma herdeira excêntrica, vivida por Katharine Hepburn, e uma onça importada da Amazônia irão atrapalhar todos os seus planos.

Apesar do fracasso de bilheteria em 1938, a comédia ganhou mais respaldo durante a década de 1950, depois de ser reprisada na televisão. Com o tempo, “Levada da Breca” foi consagrada pela crítica como um exemplar perfeito do gênero “screwball”, isto é, comédias românticas de estilo leve e descompromissado, geralmente com protagonistas femininas de muita personalidade, que dominaram os anos de 1930 e 1940 (juntos, Grant e Hepburn estrelaram mais dois filmes do mesmo gênero, “Núpcias de Escândalo” e “Boêmio Encantador”).

Já que boa parte de “Levada da Breca” se passa nos bosques de Connecticut, escolhemos o cheirinho de mato fresco do chá verde com a hortelã e, para lembrar um pouquinho da origem da onça “Baby”, notas cítricas de laranja e tangerina – criando, assim, um aroma agradável e vibrante.

Crepúsculo dos Deuses

Todo narrado por um personagem morto, este clássico de Billy Wilder traz Gloria Swanson como Norma Desmond, uma atriz decadente que, aos 50 anos de idade, sonha com um retorno às telas do cinema. Vencedor de 3 estatuetas do Oscar e indicado em mais 8 categorias, “Crepúsculo dos Deuses” é considerado por muitos como o melhor filme noir já feito.

Lançado em 1950, quando os filmes coloridos já eram padrão, Wilder optou por uma fotografia em preto e branco para tratar dos temas mais mórbidos de seu roteiro – que, na versão original, começava com cadáveres conversando em um necrotério.

Tão metalinguístico quanto “Cantando na Chuva”, “Crepúsculo dos Deuses” conta com a participação de várias figuras importantes do cinema, incluindo Buster Keaton, Erich von Stroheim (diretor de vários filmes mudos da própria Gloria Swanson) e Cecil B. DeMille, imortalizado na fala “estou pronta para o meu close-up, Sr. DeMille”.

No filme, a protagonista passa por uma série de procedimentos estéticos para rejuvenescer e poder voltar ao estrelato, então criamos um creme hidratante para manter as mãos sempre jovens, com um cheirinho bem discreto de lavanda.

Corra e garanta a sua caixa na Alquimista!

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