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O que vem de macho não me atinge

Apesar da campanha negativa, "Capitã Marvel" se consolida como a segunda maior estreia da Marvel.
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Trolls de direita, no Brasil e no resto do mundo, tentaram atacar “Os Últimos Jedi”, “Pantera Negra” e “Capitã Marvel” antes mesmo de seus lançamentos, simplesmente por retratarem mulheres, negros e asiáticos como protagonistas. “Quem lacra não lucra: feminismo pode causar primeiro fracasso da Marvel nos cinemas”, dizia a chamada de um artigo escrito por um “cristão conservador e estudante de direito”.

Os machistas, porém, erraram de novo e “Capitã Marvel” faturou US$455 milhões apenas em seu primeiro final de semana, se consolidando como a segunda maior estreia da Marvel, atrás apenas de “Vingadores: Guerra Infinita” – uma estreia maior do que a de “Pantera Negra”, o campeão absoluto de 2018 com uma bilheteria total de US$ 1,344 bilhão. Nos Estados Unidos, superou também a marca impressionante de “Mulher Maravilha”.

O sucesso retumbante de obras como “Os Últimos Jedi”, “Pantera Negra” e “Capitã Marvel” prova que nem mesmo um exército de trolls e bots (no caso de “Os Últimos Jedi”, bots russos) pode conter superproduções voltadas para públicos que, historicamente, são carentes de representações mais positivas nos cinemas. Mesmo que o filme não seja lá essas coisas (assim como tantos outros filmes voltados para o público mais contemplado: homens brancos), a mudança é importante para manter o cinema vivo.

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